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Como usar os estados financeiros

Uma guia para entender os números

Como usar os estados financeiros, , por <a href=http://www.resumido.com/catalogo/?t=a&d=james_bandler>James Bandler</a>Escrito por: James Bandler

Assunto: Finanças e contabilidade

Título original: How to Use Financial Statements: A Guide to Understanding the Numbers


Sumário executivo do Como usar os estados financeiros

Qualquer que seja a sua situação, entender os Estados Financeiros enriquecerão sua vida de negócios. Especificamente, conhecê-los é vital para:

- Donos de empresa: precisam saber aproveitar ao máximo sua inversão
- Prestamistas: precisam avaliar aplicações de crédito
- Gerentes: usam-nos para identificar fortalezas e debilidades dentro do seu âmbito
- Fornecedores: eles têm que estar seguros de que seus clientes poderão pagar
- Clientes: querem saber se o seu fornecedor continuará no mercado
- Funcionários: procuram conhecer a solidez da empresa onde trabalham
- Buscadores de trabalho: usam-nos para avaliar ofertas de trabalho
-

Os Estados Financeiros são ferramentas para analisar negócios. Consistem em três informes diferentes, mas inter-relacionados:

- O Balanço Geral (Balance Sheet o Statement of Financial Position), mostra um panorama da solidez financeira da empresa num momento dado
- O Estado de Lucros e Perdas (Income o Profit and Loss Statement), mostra que tão rentável foi a empresa durante um período de tempo determinado
- O Estado de Fluxo de Caixa (Cash Flow Statement), indica quanto dinheiro efetivo produziu a empresa num tempo determinado, e no que tem se utilizado. Esta cifra tem poucas semelhanças com os lucros.
-

Em conjunto, estes estados podem revelar oportunidades, e prevenir sobre possíveis problemas. Em poucas palavras, são indispensáveis.


Sobre Como usar os estados financeiros

EditoraMcGraw Hill
Ano1994
Número de páginasS147
Avaliação Amazon
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Conteúdo do Como usar os estados financeiros

Índice conteúdo


Introdução ao conceito de Incidido (método de acumulação, Accrual em Inglês)


O sistema baseado em incidido é muito mais útil, mas muito mais difícil de entender, que o sistema baseado em efetivo (o metodo que você usa, por exemplo, cuando você concilia sua conta bancária: simplesmente soma os depósitos e subtrai os cheques).

Nele, os ingresos são reconhecidos no momento em que se faz a venda ou fornece o serviço, e não quando se recebe o pagamento correspondente. Analogamente, você tem gastos quando recebe o serviço ou quando utiliza um ativo para produzir lucros, e não quando o paga.

A razão para isto é que apresenta um panorama mais exato da posição do negócio.

Base Incidido x Base Efetivo - exemplo

Imagine que sua empresa acabou um trabalho de desenho em dezembro, e você fez a nota fiscal por US$10.000. Esta nota será paga em fevereiro do año seguinte.

Imagine, também, que em dezembro utilizou os serviços de uma imprensa, que lhe custou US$700. Você o pagará em janeiro.

Usando o sistema de efetivo, nem o ingresso nem o egresso feitos em dezembro serão registrados nos Estados Financeiros do ano, por não terem sido feitos os pagamentos correspondentes. Uma análise destes estados mostrariam uma importante distorsão, ja que não indicariam essas operações.


O sistema de Incidido é baseado no fato econômico, e não no movimento de efetivo. Reconhece que tanto os ingressos como os egressos podem acontecer antes ou depois dos seus correspondentes pagamentos.

Depreciação

O sistema de Incidido é baseado no princípio de correspondência dos egressos com os ingressos, que esses geraram.

Se você compra uma fita para a impressora, pode deduzir o custo da mesma forma, imediatamente. Porém, se você compra uma máquina por US$25.000 e tenta fazer o mesmo, seus ingressos serão distorsionados. A diferença é que a máquina será utilizada por vários anos para produzir ingressos.

De forma que é deduzido, ou se deprecia, uma porção desse gasto durante o tempo estimado de duração do ativo. Os Estados Financeiros refletirão melhor a contribuição desse ativo nas suas operações.

O Balanço Geral


Enumera e totaliza o Ativo, Passivo e Patrimônio no final de um período de operações (geralmente um mês, múltiplos de 3 meses ou um ano).

Um Ativo é algo que pertence à empresa, e que será usado para gerar ingressos. Um Passivo é uma obrigação pela qual a empresa tem que pagar à outra pessoa ou empresa. O Patrimônio ou Capital é o que resta após deduzir o Passivo do Ativo. Essas se relacionam pela equação fundamental da Contabilidade:

Ativo = Passivo + Patrimônio (Capital)


Esta relação mostra porque é necessário mais do que um Ativo para dirigir uma empresa: Para adquirir um Ativo, você tem que pagá-lo com um outro ativo (efetivo), com dinheiro proveniente de um empréstimo (passivo) ou com capital (contribuído pelos donos ou proveniente dos lucros obtidos).

Também mostra o porquê do nome Balanço. O Ativo (usualmente colocado do lado esquerdo da folha) deve “balançar” com o Passivo e o Patrimônio (do lado direito).

Balanço Geral

Ativo (Assets)

Consiste em efetivo, coisas que possam se converter em efetivo facilmente (como ações comuns) e coisas que são necessárias para criar produtos ou serviços (como maquinária).

Os ativos são reportados geralmente em ordem segundo a rapidez com que possam ser convertidos em efetivo. Aqueles que possam ser convertidos antes de um ano são denominados Ativo Circulante.

Algumas contas importantes:

- Contas por cobrar: dinheiro por ser cobrado aos clientes, por produtos ou serviços que a empresa lhes forneceu

- Inventário: inclui produtos terminados prontos para a venda, matéria prima usada no processo e produtos parcialmente terminados

- Gastos pagos por antecipado: pagos feitos de antemão por serviços como Seguros. Enquanto é usado o serviço, este vai se esgotando ou decrescendo.

- Ativo não circulante: inclui equipamentos usados para produzir e vender produtos e serviços. Pode incluir também inversões em outras empresas. Note-se que os valores de fábrica e equipamentos são mostrados com o valor de adquisição, menos a depreciação.


Passivo (Liabilities)

Faz referência a todo o dinheiro que a empresa tem que pagar. Podem ser notas fiscais por pagar, dívidas e gastos feitos que ainda não foram pagos.

Da mesma forma que com o Ativo, Passivo Circulante faz referência àquelas dívidas que ainda devem ser pagas antes de um ano. Para que uma empresa seja considerada “líquida”, o Ativo Circulante tem que exceder o Passivo Circulante. A liquidez faz referência à capacidade que tem a empresa para cubrir seus requerimentos a curto prazo. A diferença entre Ativo Circulante e Passivo Circulante se conhece como Capital de Trabalho.

A dívida a longo prazo inclui obrigações nas quais o pagamento não é requerido antes de um ano. Inclui empréstimos bancários, notas ou bônus.

Patrimônio (Capital, Owner’s Equity)

Inclui todo o dinheiro aportado pelos acionistas a câmbio de uma participação acionária, somado à acumulação de lucros que não foram repartidos como dividendos ou como distribuição de capital.

Note-se que o Patrimônio não é um Ativo. Representa o direito que tem os acionistas sobre os ativos do negócio, uma vez que se reconhecem os passivos.

“Alavancamento” (leverage)

É o nivel de dívida que tem a empresa em relação com o Patrimônio. As companhias com alto alavancamento (muita dívida e pouco capital), são mais arriscadas – não tem um colchão para amortizar uma repentina perda operativa ou uma redução no valor de seus ativos.

O Estado de Lucros e Perdas


Mostra quanto dinheiro está ganhando (ou perdendo) a empresa. Calcular esta quantidade é muito simples: calcule os ingressos totais obtidos da venda de produtos e serviços, e deduza o custo de bens vendidos e os outros gastos de gestão da empresa.

O Estado de Lucros e Perdas

Os ingressos aqui são chamados Vendas Líquidas para refletir a possibilidade de devoluções. As vendas são referidas geralmente ao produto ou serviço principal da empresa, enquanto que ingressos de rendas, juros, comissões ou outros são incluidos em Outros Ingressos.

Outros aspectos importantes:

- Lucros Brutos: a diferença entre os ingressos e o custo de venda. É bruta porque falta deduzir outros gastos diferentes aos próprios da manufatura

- Gastos Operativos: incluem todos os gastos incorridos para vender, como publicidade, comissões de vendas, gastos administrativos, pagamento de gerentes, telefone, eletricidade etc.

- Depreciação, Gastos por Juros, e Impostos: são geralmente discriminados para facilitar a análise

- Ingresso Neto: é o que sobra depois de deduzir todos os gastos dos ingressos, no nosso exemplo, US $ 600.000.


O Inventário e o Custo de bens vendidos

A produção e a aquisição de inventário não pode se deduzir como gasto até que este seja vendido. Quando é vendido, é deduzido como Custo de Bens Vendidos (ou Custo de Vendas, em Inglês Cost of Goods Sold - COGS) no Estado de Lucros e Perdas.

Para calcular o Custo de Bens Vendidos, se utiliza a fórmula:

CDBV = Inventário Inicial + Produção – Inventário Final


Este custo inclui todos os custos associados ao inventário, tais como mão-de-obra, materiais, etc.

No nosso exemplo, o Custo de Bens Vendidos foi calculado assim:

Inventário inicial$2.000
Compras e Custos de Produção$7.300
Custo de Bens Disponíveis$9.300
Menos: inventário final-2.300
Custo de Vendas$7.000


Para um distribuidor, o Custo de Bens Vendidos refletirá unicamente as compras de bens para revender, enquanto que um fabricante refletiria matéria prima e custos de produção.

As empresas de serviços(tais como Linhas Aéreas, Bancos etc.) não têm inventário nem custo de vendas – utilizam Custo de Serviço.


Se a empresa tem lucros, pode pagar dividendos aos seus acionistas. O resto, passa a formar parte dos Lucros Obtidos (note-se como esta conta , parte do Patrimônio no Balanço Geral, aumentou US$600.000 entre o 91 e 92 – Fácil S.A. decidiu não pagar dividendos e reinverter todos os lucros).

Como afetam os lucros ao Balanço Geral ?

Quando a empresa produz lucros, estas modificam o Patrimônio no Balanço Geral (por meio dos Lucros Obtidos). Mas, lembre-se que uma modificação no Balanço Geral tem que ser refletida por partida dupla.

Os lucros, então, produzirão um aumento no efetivo (ou outros ativos), uma diminuição da dívida, ou uma combinação das duas.


Analogamente, uma perda produziria uma diminuição do Ativo, aumento do Passivo, ou uma combinação.

O Estado de Fluxo de Caixa


A boa notícia: Fácil S.A. ganhou US $600.000 ao ano. A má: O efetivo foi reduzido em US $1.000. Como isto é possível ?

Isto pode ocorrer porque os ingressos não são necessariamente recebidos quando são incididos, nem os gastos são pagos sempre quando são ocasionados. É por isto que é necessário o Estado de Fluxo de Caixa, para fazer um seguimento do efetivo.

Muitos gerentes pensam que este estado é mais importante que os outros – pensam que o dinheiro no banco é essencial para uma empresa.

Funciona asim: começa com o Ingresso Líquido, como se tivesse recebido todos os ingressos e pagado todos os gastos em efetivo. Depois fazem os ajustes necessários para refletir aquelas situações nas quais isto não é verdade.

O Estado de Fluxo de Caixa

O primeiro ítem a se somar é a depreciação. Na realidade, a empresa não desembolsou US$200.000 para pagar a depreciação – e só a porção do custo total do ativo que tem permitido deduzir esse ano (baseado na vida útil do mesmo).

Seguidamente, faz todos os ajustes naquelas categorias que não reflitam o verdadeiro uso de efetivo. Contas por cobrar, por exemplo, incrementaram US$500.000 durante o ano – mas a empresa ainda não viu esse dinheiro , assim que é deduzido do uso de efetivo. Acontece uma coisa similar com as Contas por pagar.

O inventário é um caso especial: não se pode deduzir como gasto até que não seja vendido o produto (é deduzido como custo de bens vendidos). Mas, Fácil S.A. gastou dinheiro, assim que é deduzido o valor do incremento do inventário de um ano, ao seguinte.

Finalmente, Fácil S.A. gasta US$1milhão em equipamentos novos, que depreciará no tempo. Este montante não aparece no Estado de Lucros e Perdas; embora ese dinheiro foi gasto.

Revisando a fundo o Estado de Fluxo de Efetivo podemos ver com clareza como o lucro que obteve Fácil S.A. opaca uma considerável queda no efetivo.

Entendendo o conceito de Fluxo de Caixa

Sempre que um ingreso não resulte no ingresso de efetivo, se deve considerar como um “uso de efetivo” na hora de converter o Ingresso Neto em Fluxo de Caixa. O motivo: já está incluido na primeira cifra.

Imagine que você fez uma venda por $100, mas não recebeu o dinheiro. Contas por Cobrar aumentó em $100, mas não houve fluxo de caixa. Então, tem que deduzi-lo.

Da mesma forma, se você incorreu num gasto mas não o pagou no mesmo período ; é considerada uma “fonte de efetivo”.

Lembre-se: as “fontes de efetivo” são diminuições nos ativos não-efetivos e incrementa no Passivo o Patrimônio. Os “usos do efetivo” são incrementos em Ativos e diminuições no Passivo ou Patrimônio.

O Fluxo de Efetivo pode ser um engano

Não pode se decidir se uma empresa é sólida ou não somente baseando-se na cifra de fluxo de caixa. Para fazer uma análise correta, deve revisar bem os componentes desse fluxo de caixa. Alguns casos frequentes:

- Afogando-se em fluxo de caixa: uma empresa pode apresentar um fluxo de caixa impressionante, causado por uma diminuição repentina nas vendas. Quando a empresa atrai menos clientes novos, a empresa está diminuindo suas Contas por Cobrar (você está cobrando aos clientes velhos) sem ser estas trocadas por novas. Tem entrada de efetivo, mas a perda de novos negócios não é uma estratégia sustentável.

Da mesma forma, um aumento nas Contas por Pagar (por exemplo, atrasando os pagamentos a provedores), pode melhorar o fluxo de efetivo sem representar uma melhora no negócio.

- Saúde atrás das perdas: no caso contrário ao anterior, no qual as contas por cobrar aumentam pelo incremento nas vendas, produzem uma diminuição do efetivo.

- Crescimento rápido: um crescimento acelerado devora efetivo. A empresa deve pagar em efetivo os novos equipamentos ou inventários que não possam ser financiados. Eventualmente, esses ativos produzirão benefícios à empresa, mas por enquanto afetará seu fluxo de efetivo.

Siga o dinheiro


Neste ponto, faremos o seguimento de varias transações e como estas afetam o Balanço Geral e o fluxo de efetivo.

Começo: A empresa inicia suas operações con um Balanço Geral líquido. Seu Ativo Circulante (Efetivo + C x cobrar + Inventário = US$600) é seis vezes seu Passivo Circulante (C x pagar = US$100). Seu alavancamento (relação divida/patrimônio) é modesta. Tem US$500 em Patrimônio X US$300 em Passivo.



Compra de Inventário: O efetivo ocioso não produz, assim que decidem adquirir inventário por US$400. O pagamento pode ser feito 30 dias depois. O aumento no inventário é compensado com um aumento em contas por pagar. Note-se que a Empresa é agora muito menos líquida, e está muito mais “alavancada”.



Pago do Inventário: Depois de 30 dias, a empresa paga ao fornecedor . Para fazer o pagamento, pede um empréstimo ao banco. No Balanço, simplesmente se trocou um passivo por outro (poderia ter pagado de várias outras formas).



Venda do Inventário: Um mês depois de pagar ao fornecedor, ele vende este inventário por US $600. O Lucro de US$200 é refletido no aumento do Patrimônio. Do outro lado do Balanço, o inventário diminui em US$400, enquanto que as contas por cobrar aumentan em US$600, para um lucro neto de US$200 no Ativo Circulante. Com este aumento, foi melhorada a liquidez e o alavancamento.



Saque das Contas por Cobrar: Um mês depois, a Empresa recebe os US$600. Imediatamente cancela o empréstimo do banco, adicionando US$200 ao efetivo. O Patrimônio permanece intacto, porque na transação não houve ingresso.



Depois destas transações, a empresa está mais sólida, como é demonstrado no Balanço. A empresa está muito líquida (AC/PC = 8) e seu alavancamento é menor do que antes.

A Depreciação


Quando você compra um equipamento ou máquina, não pode deduzir o custo imediatamente, ja que o mesmo gerará ingressos pelos próximos anos. O custo é então repartido ao longo do período no qual se espera que gere novos ingressos – sua vida útil – utilizando um calendário de depreciação.

Para determinar a vida útil, deve se tomar em consideração dois parâmetros:

- Sua vida física: quer dizer, quanto vai durar antes de precisar comprar um novo

- A Obsolecência: quanto tempo passará até que apareça algo muito melhor, que o colocará em desvantagem ante os seus concorrentes (pense por exemplo nos equipamentos de computação).


Com frequência, a vida útil deve ser “adivinhada”. Os equipamentos geralmente tem uma vida útil de 5 a 7 anos. A de um edifício, por outro lado, é de aproximadamente 20 a 30 anos, porém os terrenos não são depreciáveis.

Uma vez que tenha sido estimada a vida útil, calcule a depreciação, é simples: divida o preço de compra entre o número de anos de vida útil, e essa é a cifra que será deduzida cada ano por conceito de depreciação. Este é o método da “Linha Reta”, que mesmo que seja sensato, não é muito popular.

A maioria das empresas utilizam “métodos acelerados” de depreciação, assumindo que os ativos perdem mais valor durante os primeiros anos da sua vida. Se você adquire um equipamento de US$100.000 com uma vida útil de 5 anos, poderia depreciar 33% no primeiro ano, 27% no segundo e assim sucessivamente.

Pense por un momento num veículo novo: no mesmo momento que sai do lugar onde o comprou, já perde uma importante parte do seu valor.

A depreciação acelerada aumenta o custo durante os primeiros anos, o qual diminui os ingressos e a faz muito popular para efeitos de impostos.

Amortização de Intangíveis

A depreciação é utilizada para reduzir o valor de Ativos Fixos, como a maquinária. A Amortização, por outro lado, é utilizada para reduzir valor dos intangíveis – como patentes, direitos de autoria etc.

As empresas cinematográficas, por exemplo, utilizam a amortização para espalhar os custos de produção ao longo da vida de um filme. Fazê-lo de outra forma implicaria ter gastos enormes sem ingressos (durante a produção) e ingressos sem gastos depois.

O Inventário


Se a empresa tem um inventário pequeno, o qual permite fazer seguimento a cada peça, valorizá-lo não é nada difícil. Mas se tem vários lotes de peças, cada uma adquirida em momentos diferentes a preços diferentes, a coisa se complica.

Tem três formas de valorizar o inventário. Nós os descreveremos baseados no seguinte exemplo. Imagine que durante o ano, fez as seguintes compras (de um mesmo produto):

inventário

Agora imagine que venda umas 9.000 peças.

Sob o sistema FIFO (First in, First Out, o Primeiro entra, Primeiro sai), se assume que as peças vendidas foram as primeiras 9.000 que comprou. O custo foi então US$87.000, e o valor do inventário restante é de US$24.000.

Sob o sistema LIFO (Last in, First Out, o Ultimo entra, Primeiro sai), se assume que foram as últimas 9.000 que adquiriu. O custo foi então de US$95.000, e o valor do inventário restante é de US$16.000.

Sob o sistema Custo Médio, se calcula o custo médio ao longo do ano. O custo foi então de US$90.900, e o valor do inventário restante é de US$20.100.

Ainda que o sistema FIFO parece o mais natural, tem a desvantagem de não refletir o custo de reposição. Porém, o inventário restante sim reflete este custo.

Com o sistema LIFO ocorre o contrário – valoriza as unidades vendidas refletindo o custo de reposição, mas o inventário restante fica por baixo deste.

O sistema de Custo Medio mostra resultados médios.

O método a usar é selecionado constantemente por razões de impostos. Quando os preços estão em alça, por exemplo, o sistema FIFO produz maiores ingressos, e em consequência maiores impostos – seria preferível o sistema LIFO.

O mais importante é conhecer a forma usada pela empresa analisada, uma vez que cada um terá um impacto diferente sobre os Estados Financeiros.

Os Ratios ( índices, ratas, ou relações financeiras)


Uma vez conhecidos os elementos dos Estados Financeiros, estamos prontos para estudar uma ferramenta fundamental para compreender as fortalezas, debilidades, e perspectivas do futuro de uma empresa.

Os Ratios são relações entre partes-chave dos Estados Financeiros. É importante comprendê-los, fazer um seguimento a longo do tempo, e compará-los com as médias de outras empresas na sua indústria.

Importância dos Ratios – exemplo

Imagine que a empresa A tem um Patrimônio de US$100 milhões, e a empresa B de US$10milhões. Qual é mais sólida ? Não tem suficiente informação para decidir.

Considere a seguinte informação adicional: empresa A tem US$600 milhões em Ativos, e a empresa B US $20 milhões. Utilizando a equação fundamental da contabilidade, você poderá ver que A tem US$500 milhões em Passivo, enquanto que B tem US$10 milhões.

Como pode ver, A tem um ratio Passivo/Patrimônio (medida de alavancamento) de 5 a 1, enquanto que B o tem de 1 a 1. Ainda tendo menor Patrimônio, a empresa B está claramente em melhor posição para enfrentar uma adversidade.


Um Ratio por si mesmo não pode refletir toda a situação. A empresa A do exemplo poderia ser muito rentável, e estar pagando a sua dívida rapidamente. A empresa B, por outra parte, poderia estar evitando endividar-se, mecanismo que, bem utilizado, pode alimentar o crescimiento.

Ratios úteis

Além do alavancamento, os seguintes Ratios podem resultar úteis:

- Ratio de Test ácido (Quick Ratio): Efetivo, Contas por cobrar e Títulos/Valores (Ativo Circulante), dividido entre o Passivo Circulante. Uma boa forma de determinar se a empresa pode cubrir os seus gastos correntes.

- Ratio de Cobertura de Juros (Debt coverage Ratio): Ingresso Líquido, mais gastos não-em-efetivo (como depreciação), dividido entre os vencimentos próximos (circulantes) da dívida a longo prazo. Pode indicar se o fluxo de caixa é suficiente para cubrir as obrigações.

- Prazo de cobrança (A/R Collection Period): Contas por cobrar dividida entre as vendas do período, tudo multiplicado pelo número de dias do período (ex. vendas do ano -US $1 milhão, contas por cobrar - US$200 mil, período de cobrança = 1.000.000/200.000 x 365 ou 73 dias). É uma boa medida para a liquidez das contas por cobrar, ao indicar o tempo que se tarda em obter o dinheiro.

- Retorno sobre Ativos (ou Rendimento do Ativo, Return on Assets – ROA): Ingressos Líquidos divididos entre Ativo Total. Este número, em forma de porcentagem, deveria ser, pelo menos, igual à taxa que pode receber de uma inversão de baixo risco, como papéis do estado. Se um Bônus do Tesouro (Estados Unidos) rende 5%, enquanto que sua empresa tem um Retorno sobre Ativos de 3% em forma constante, considere fechar o negócio e investir tudo em bônus.

- Retorno sobre Patrimônio (ou Rendimento do Patrimônio, Return on Equity – ROE): Ingresso Líquido dividido entre Patrimônio. Indica se os acionistas estão recebendo, ou não, um retorno interessante pela sua inversão. Este rendimento deveria sobrepassar consideravelmente o retorno de uma inversão de baixo risco (ex. se o bônus do tesouro rende 5%, o Retorno sobre Patrimônio deveria ser de pelo menos 8%).

- Margem Bruta de Lucro: Lucro Bruto (vendas menos custo de bens vendidos) dividido entre Vendas. Quanto maior é a margem, mais pode gastar a empresa em marketing ou pesquisa e desenvolvimento.


Os limites dos Estados Financeiros

Os Estados Financeiros são um registro das fortalezas e debilidades da Gerência de uma empresa. Não são perfeitos – medem o desenvolvimento histórico, e mostram a condição atual, mas estão baseados em boa medida sobre estimados e suposições.

Nos Estados Financeiros, um Ativo não monetário é reportado ao seu valor histórico ajustado. Um edifício no centro de Nova York seguramente vale muito mais do que o seu valor em livros – uma indicação do valor atual seria muito mais útil

Por outro lado, o empresário está acostumado a pensar que as cifras de vendas e contas por cobrar são sólidas. O que acontece se o produto fracassa, e milhares de clientes exigem seu dinheiro de volta ? O que acontece se por alguma causa você subestima o monto da dívida irrecuperável ? Muitas suposições.

Além destas e outras falhas, os Estados Financeiros oferecem um panorama claro do que a empresa tem feito, e em que situação ela se encontra.

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