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Pai Rico, Pai Pobre

O que Os Ricos Ensinam a Seus Filhos Sobre Dinheiro

Pai Rico, Pai Pobre, , por <a href=http://www.resumido.com/catalogo/?t=a&d=robert_kiyosaki>Robert Kiyosaki</a>, <a href=http://www.resumido.com/catalogo/?t=a&d=sharon_lechter>Sharon Lechter</a>Escrito por: Robert Kiyosaki, Sharon Lechter

Assunto: Finanças pessoais

Título original: Rich Dad, Poor Dad: What the Rich Teach Their Kids About Money--That the Poor and Middle Class Do No


Sumário executivo do Pai Rico, Pai Pobre

Atualmente, as pessoas costumam ter um desempenho de trabalho e financeiro de acordo com um esquema que não faz mais que perpetuar padrões de conduta prejudiciais em termos monetários. Quase todas as pessoas aprendem sobre o dinheiro através de seus pais.

O que pode um pai pobre falar neste sentido ao seu filho? Muito simples: “continue na escola e estude muito”. A primeira vista, esta parece ser uma resposta sensata, mas o problema é que as escolas não preparam seu alunos para lidar com assuntos relacionados ao dinheiro. Graduar-se com excelentes qualificações não assegura um conhecimento ou um desempenho excelente no que se refere a lidar com o dinheiro. No máximo, o jovem se gradua com mentalidade de pobre.

Por isso, é importante acabar com certos mitos que envolvem o mundo das finanças. E para isso, é importante entender como funciona este mundo e assumir uma atitude mais positiva com relação ao mesmo. Este é o ensinamento que os pais ricos dão aos seus filhos.

“Eu não trabalho pelo dinheiro, o dinheiro trabalha para mim!”, diz o Pai rico.


Sobre Pai Rico, Pai Pobre

EditoraWarner Books
Ano2000
Número de páginasS184
Avaliação Amazon
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Conteúdo do Pai Rico, Pai Pobre

Índice conteúdo


Os ricos não trabalham pelo dinheiro


Enquanto crescia, tive dois pais: um era um professor muito bem formado, PhD (Pai pobre); o outro nunca terminou o nono ano do ensino fundamental (Pai rico). Os dois pensavam de forma conflitante sobre o dinheiro. Um dizia: “Não posso pagar”, enquanto o outro perguntava: “Como posso pagar isso?” A seguir, o que aprendi com os dois.

Quando tinha nove anos, eu e meu melhor amigo, Marcos, estávamos cansados dos outros meninos que não queriam brincar com a gente porque eu era pobre. Quando perguntamos ao pai de Marcos (Pai rico) como podíamos ganhar dinheiro, ele concordou em nos ensinar, mas do seu jeito, e não como ensinam nas escolas.

O Pai rico nos colocou para trabalhar limpando a poeira de latas em suas lojas. A verdade é que não nos pagava muito (10 centavos por semana) e, depois de três semanas, decidi desistir. Meu educado pai pobre disse que eu devia reclamar o que merecia: pelo menos 25 centavos por hora. Caso contrário, devia desistir imediatamente.

Fui ver o Pai rico e pedi um aumento. Reclamei que ele não estava cumprindo com o trato, porque não estávamos aprendendo nada sobre o dinheiro. “Você é um enganador. Quer todo o dinheiro sem levar seus funcionários em consideração.” Mas, ele não concordou. Segundo ele, em apenas três semanas eu estava me comportando como todos os seus funcionários.

Quando disse que não havia aprendido nada, uma vez que não havia falado comigo durante todo o tempo em que havia trabalhado para ele, me fez uma pergunta simples: “Por acaso ensinar é o mesmo que falar ou dissertar?” Continuou falando que era assim que ensinavam na escola. Mas a melhor escola é a vida. Ela te desafia constantemente, me disse. “Algumas pessoas se rendem e desistem sempre que a vida as desafia. Outros, aproveitam a oportunidade para aprender.”

Então, falei que desistia se ele não me pagasse mais e me respondeu que isso era o que normalmente faria a maioria das pessoas. Buscar um salário melhor ou um segundo emprego e trabalhar ainda mais, acreditando que mais dinheiro resolveria o problema, mas, na maioria das vezes, não era assim. Depois, me disse que a única coisa que poderia resolver este problema era minha inteligência.

Continuou dizendo que, se queria aprender a trabalhar por dinheiro, devia continuar na escola, mas se queria a aprender a ter dinheiro, devia continuar a trabalhar para ele e escutá-lo: “mas só se você quiser aprender", falou. Estranhando tudo o que ele falou, perguntei se isso não era o que todo mundo queria. E então me respondeu que não. É mais fácil aprender a trabalhar por dinheiro, principalmente quando o medo é quem controla o seu desempenho. “A maioria das pessoas sente medo de não ter dinheiro. Esse é o motivo por que elas escolhem um trabalho que lhes paga pouco. Algumas pessoas dizem que eu exploro meus funcionários. Em realidade, são eles que exploram a si mesmos.”

Me convenceu que esta era uma grande oportunidade de aprendizado, então, eu decidi ficar. “Ótimo”, me disse. “Mas, desta vez, você vai trabalhar sem salário. Use isto", e me deu uns tapinhas na cabeça.”

Assim, trabalhei três semanas sem que ele me pagasse. O Pai rico nos disse que a maioria das pessoas deixa que suas emoções (e não o seu cérebro) dominem o pensamento, quando se trata de dinheiro. A maioria das pessoas se deixa dominar pelas emoções de medo (de não ter dinheiro suficiente) e pelo desejo (de não ter coisas). O medo de não ter dinheiro nos leva a trabalhar mais e, quando recebemos nosso pagamento, o desejo nos leva a pensar em tudo o que podemos comprar.

Deste modo, se cria um padrão que poucas pessoas conseguem evitar. Suas vidas estarão então orientadas para sempre por emoções, como o medo e a ansiedade. Se estas pessoas ganharem mais dinheiro, elas continuarão o ciclo, aumentando também seus gastos. Se o medo de não ter dinheiro suficiente aparece, em lugar de sair correndo imediatamente e conseguir um trabalho para ganhar um salário miserável que diminua o medo, deveriam perguntar-se: este trabalho é a melhor solução a longo prazo para terminar com este medo? Sempre devemos aceitar as emoções, mas nunca permitir que interfiram no pensamento.

Depois disso, recusamos um substancioso aumento que nos queria dar. Deste modo, o pai rico pode certificar-se de que nós havíamos superado o medo de trabalhar sem salário. Isto era positivo. Agora, só teríamos que abrir bem os olhos para encontrar as oportunidades.

Depois de algumas semanas, descobri que a mulher que administrava a loja cortava as capas dos quadrinhos cômicos e depois os jogava fora. Assim, eu e Marcos montamos uma biblioteca de quadrinhos (gibis) em um quarto de sua casa para os garotos da vizinhança. Cobrávamos 10 centavos a cada visitante para entrar na biblioteca e pagávamos um dólar por semana à irmã do Marcos por permitir usar sua casa. Depois de algum tempo, estávamos faturando US$ 9,50 por semana.

O ABC financeiro


Para chegar a ser rico, é necessário adquirir certos conhecimentos financeiros. Às vezes, até a diferença entre ativos e passivos é confusa.

Os ativos geram dinheiro, enquanto os passivos consomem dinheiro. Quando se emprega o dinheiro em ativos, como: ações, bônus e propriedades, é possível ganhar dinheiro.

Os passivos são coisas que custam dinheiro. Um carro perde 25% do seu valor no mesmo dia em que é comprado. Além disso, existem muitos outros gastos asociados a este passivo, tais como: seguro, registro, custos com manutenção e pagamento de empréstimos.

A regra para ficar rico é colocar o dinheiro em ativos que produzam ingressos. Isto não quer dizer que não seja importante comprar uma casa ou um automóvel, mas eles não devem ser considerados como ativos.

Vamos dar uma olhada no fluxo de caixa dos ricos, da classe média e dos pobres. Os últimos, os pobres, tendem a gastar todo o seu dinheiro em bens de subsistência (comida, roupas, impostos etc.), sem importar qual será seus ingressos. Todos temos necessidades deste tipo, mas os pobres gastam todos os seus ingressos nestas necessidades. Por outro lado, a classe média tende a gastar seu dinheiro em passivos, como: contas de crédito, empréstimos pessoais e pagamento de hipotecas. Em compensação, os ricos investirão seu dinheiro na compra de ativos que produzirão ingressos.

A riqueza não tem a ver tanto com o nível de ingressos, e sim com o padrão de gastos. Até as pessoas com altos ingressos podem quebrar facilmente. Em geral, as pessoas que ganham o maior prêmio da loteria, retornam ao ponto em que estavam em poucos anos.

Se alguém deseja mudar as circunstâncias financeiras, é preciso mudar primeiro o padrão de gastos. Se você está preso em um buraco, deixe de cavar.

Ocupe-se de seus próprios assuntos


A maioria das pessoas que continua lutando financeiramente, depende do salário semanal. A segurança que o emprego traz é agora uma questão do passado, da qual não se deve depender. As pessoas devem começar a se preocupar com seus próprios assuntos. Não quero dizer com isto que se deva deixar o emprego, e sim começar a construir ativos.

A princípio, eu ganhava comissões, vendendo copiadoras da Xerox. Eu utilizei o dinheiro que ganhei adquirindo bens imobiliários. Em três anos, estava ganhando mais dinheiro de meus investimentos do que ganhava vendendo copiadoras.

Enquanto os ricos se concentram em aumentar seus ativos, o resto se concentra em aumentar seus ingressos. Mas, os gastos e os passivos aumentam junto com os ingressos. A maioria das pessoas sai correndo para comprar bens de consumo caros, sistemas caseiros de entretenimento, automóveis, roupa e férias, tão logo tenham condições. Por sua vez, os ricos atrasam tudo até que tenham uma carteira de ativos que lhes assegure ingressos estáveis.

Impostos


Não foi senão até 1874 e 1913 que a Inglaterra e Estados Unidos, respectivamente, introduziram impostos permanentes aos seus cidadãos por entrada de ingressos. Inicialmente, estes deviam ser pagos apenas pelos ricos, mas logo tanto a classe média quanto os pobres tiveram que pagá-los.

Os ricos nunca esperam sentados pela cobrança de impostos, ao invés disso, conduzem estudos para levar vantagem dos mesmos. Com freqüência, tais vantagens podem ser aproveitadas por todos, mas só os ricos se "preocupam com seus próprios assuntos" e tiram proveito de todas as ferramentas e oportunidades disponíveis.

Os pobres e a classe média não conduzem muitos estudos financeiros. Hoje em dia, ainda há gente que não considera as deduções impostas verdadeiras e termina sofrendo por causa disso. É necessário entender qual é a melhor maneira de utilizar o dinheiro e fazê-lo trabalhar para você mesmo.

Os ricos inventam o dinheiro


O elemento que mais nos detém na vida é a confiança em nós mesmos. Por outro lado, a coragem nos impulsiona para frente financeiramente. Todos temos um certo grau de coragem. Se queremos ser bem-sucedidos, desde o ponto de vista financeiro, é necessário coragem para correr riscos, em vez de nos mantermos preso ao que pensamos que é seguro.

Quanto mais desenvolvermos nosso coeficiente intelectual financeiro, mas opções se apresentarão. Por exemplo, no início dos anos 90, a economia em Fênix era terrível. As pessoas estavam indo à falência. As casas que antes custavam US$ 100.000, agora custavam US$ 75.000. Nos leilões por falência, eu pude comprar estas mesmas casas por US$ 20.000 ou menos. Logo, eu revendi as casas por US$ 60.000, o que me gerou um lucro de US$ 40.000. Fiz o mesmo mais seis vezes, obtendo US$ 190.000 de lucro em apenas 30 horas.

Considere o tempo que levaria para economizar US$ 190.000 através de seus ingressos e nos impostos que este valor representa. Isto prova que, independentemente da situação econômica em que alguém se encontre, o mais importante é contar com a inteligência financeira. Este é só um exemplo das diversas transações que fiz em minha bem-sucedida carreira financeira.

Trabalhe para aprender, não pelo dinheiro


Para ser bem-sucedido, você deve desenvolver muitas habilidades. As mais importantes se encontram na área de vendas, mercado e publicidade.

Uma jornalista que conheci queria se tornar uma escritora bem-sucedida. Havia escrito diversas novelas muito boas, mas nada havia tido sucesso. Então, eu sugeri que fizesse um curso em vendas. Se ofendeu e me disse que nunca cairia tão baixo. Eu disse que ela já era uma boa escritora, mas que para ser bem-sucedida, necessitava adquirir certas habilidades como vendedora.

É importante encontrar empregos onde vamos aprender muitas habilidades, ainda que isso signifique ganhar menos dinheiro. Quando me graduei, entrei na marinha mercante e aprendi muito sobre o comércio internacional. A seguir, aprendi sobre liderança na marinha e vendas na Xerox.

Procure um emprego em que possa aprender diversas coisas, ainda que isto signifique que tenha que procurar um segundo emprego.

Como superar obstáculos


Há cinco obstáculos fundamentais no caminho do êxito financeiro:

1. Medo: ninguém gosta de perder dinheiro. Contudo, se você não for capaz de lidar com este medo, será impossível ganhar dinheiro. Uma das razões mais comuns para a falta de êxito financeiro é que as pessoas não se arriscam o suficiente. Uma boa idéia é pensar como os texanos. Viva com luxo, ganhe muito ou perca muito. Há um ditado que exemplifica bem esta situação: “Todos querem ir para o céu, mas ninguém deseja morrer.”

2. Superar o cinismo: não escute seu cinismo nem o cinismo de outras pessoas. Sobretudo, não siga conselhos de alguém que não tenha feito o que você deseja fazer. A maioria das pessoas dá conselhos sobre coisas sobre as quais não sabe nada. Não permita que isto o influencie.

3. Preguiça: as pessoas podem ser preguiçosas de diversas formas. Existem pessoas que fazem tudo, menos o que deveriam realmente fazer. Uma boa forma de superar isto é ficar um pouco ambicioso. Pense em todas as coisas que você poderá ter e fazer, quando tiver conseguido alcançar suas metas financeiras.

4. Maus hábitos: crie bons hábitos, especialmente na área financeira. Pague a você mesmo (em economias ou investimentos), antes de fazer qualquer outra coisa com seu dinheiro.

5. Arrogância: muita gente fala sobre finanças, sem ter a menor idéia do que diz. Quando não souber nada sobre algum assunto, reconheça e estude sobre ele.

Como começar


Estas são algumas etapas para despertar o gênio financeiro que há em você:

1. É preciso um grande sonho: algo que seja poderoso e o leve ao êxito.

2. Utilize a capacidade de escolha: por exemplo, em vez de ver televisão em casa, faça um curso de planejamento financeiro. A escolha é sua.

3. Escolha seus amigos com cuidado: escolha pessoas que você admire por seus ótimos atributos pessoais.

4. Continue a aprender: o mundo muda rapidamente. É possível que o que funcionou ontem já não sirva hoje.

5. Pague a você primeiro: gaste o dinheiro em ativos antes de gastá-lo em qualquer outra coisa.

6. Pague bem seus assessores.

7. Invista suas economias em ativos: não gaste suas economias em luxos.

8. Busque inspiração em pessoas que tenham conseguido coisas admiráveis.

9. Ensine e receba.

Quer mais?


Se não ficou satisfeito com as etapas anteriores porque são pouco práticas, a seguir, encontrará outras etapas:

1. Descanse por um tempo e avalie o que funciona e o que não funciona. Deixe de fazer o que não funciona.

2. Procure novas idéias. Compre livros etc.

3. Procure alguém que tenha feito o que você quer fazer.

4. Assista aulas e freqüente cursos.

5. Faça diversas ofertas. Quando quiser comprar um ativo, não se conforme com o preço solicitado.

6. Circule por uma determinada área, durante dez minutos, uma vez por mês. A repetição é o que nos permite observar as pequenas diferenças e as grandes oportunidades (até o momento de buscar oportunidades imobiliárias).

7. Aproveite as liquidações. Quando o supermercado faz uma oferta ou liquidação, o consumidor se apressa e compra para armazenar o produto oferecido. Quando o mercado de valores cai, o consumidor foge do mercado. Quando o supermercado sobe os preços, o consumidor compra em outro lugar. Quando o mercado de valores sobre os preços, o consumidor começa a comprar. Faça no mercado de valores, o que você faria no supermercado.

8. Preste atenção. Um vizinho comprou uma casa em um condomínio por US$ 100.000. Eu comprei uma casa idêntica ao lado da dele por US$ 50.000.

9. Aprenda com a história. Todas as grandes empresas no mercado de valores começaram como pequenas empresas.

10. A ação sempre é melhor que a imaginação.

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